Moda solidária

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A moda não é só roupa. É um mercado que emprega milhares de pessoas em diferentes áreas correlatas. A moda também pode ser um instrumento de inclusão social. Como bem vocês podem ver nesse bazar promovido pela ONG Escola São Paulo em parceria com a estilista Isabella Giobbi. Há ainda marcas criadas exclusivamente por pessoas socialmente excluídas, com o intuito de reintegrá-las e ser o marketing promocional da própria grife.

Com essa linha de pensamento foi criada, em 2004, na França, a marca Tissons la solidarité, que emprega 1700 mulheres pobres que reciclam roupas. A ONG acaba de lançar sua coleção Outono-Inverno 2011-2012 com peças básicas, tendo o aval do estilista Christian Lacroix, patrocinador do projeto.

O desfile não teve modelos profissionais. Eram as próprias tecelãs que desfilaram as roupas para o público. Caso você tenha interesse em adquirir alguma peça da marca quando for à França, acesse o site oficial no item Les Boutiques, onde constam os endereços das lojas que comercializam os produtos. Os designers da grife, sob a supervisão de Lacroix, são Emmanuel Aubry e Laure du Pavillon.

O estilista deu uma pequena entrevista à revista Marie Claire francesa, edição de agosto, que vale ser lida. Inclusive para ajudar a desfazer estereótipos de que a moda é só frivolidade. Há muitas pessoas nessa área fúteis e dementes, mas há uma indústria extremamente profissional e, em ascensão, os projetos sociais de reintegração de pessoas no mercado de trabalho.

MR: Por que o senhor escolheu ser o patrocinador desse projeto social e não de outro?
CL: Todas as mulheres que criam as roupas para a Tissons la Solidarité têm uma trajetória difícil. Muitas vieram de cidades provincianas onde a crise tem ainda uma cara feia. Este projeto permite que elas retomem sua confiança: elas percebem que podem fazer algo com suas próprias mãos. É o contrário de um estágio: suas criações são exibidas e vendidas. Além disso, elas devem garantir os trabalhos, já que alguns estão em perigo de extinção. Eu estou patrocinando porque não é um projeto trivial. Como criadores, todos nós, um dia, fazemos um “ursinho de pelúcia” por uma boa causa. O problema é que, rapidamente, não se fala mais nisso. Aqui, o projeto é de longo prazo.

MC: Se o senhor tivesse que nos convencer a querer comprar roupas da Tissons la Solidarité em duas ou três palavras…
CL: Há a solidariedade, é claro. Mas essas coleções têm seu espaço nas páginas da Marie Claire. De fato, não há nenhuma diferença entre uma loja Tissons la Solidarité e qualquer outra marca quando você gosta de se vestir. Essas roupas têm também um verdadeiro estilo.

Créditos:
Fotos 1 e 2 = Fashion & Life
Foto 3 = Paris Match

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