Sofrimento x Felicidade

Padrão

Vocês conhecem o trabalho e livros da psicóloga espanhola Maria Jesús Álava Reyes? Autora de “A Inutilidade do Sofrimento” (Ed. Esfera dos Livros) e “Recuperar a Ilusão” (Ed. Esfera dos Livros), ela faz as pessoas compreenderem que existe um sofrimento real – um acontecimento doloroso, como uma perda – e o construído por um discurso de lamentações e insatisfações, oferecendo ferramentas para mudar os pensamentos e as atitudes negativos, revertendo-os em ações transformadoras e positivas. O objetivo é “sair de um sofrimento inútil e aprender a conduzir a própria vida”.

Em entrevista para a revista espanhola Telva, a psicóloga aponta a raiz do sofrimento. Para ela, os pais são os maiores responsáveis por essa baixa tolerância com o sofrimento. Isso ocorre devido a superproteção. Quando elas se tornam adultas, se deparam com as primeiras situações conflitantes da vida e afundam.

Um exemplo de sofrimento inútil é aquele que não tem solução, como “tal pessoa fala comigo de cara feia” ou “minha mulher nunca me escuta”.

O período da vida mais sensível ao sofrimento é a infância. Além da solidão por não terem irmãos, têm pouco tempo para brincar com os amigos e os pais estão cada vez mais ausentes. Se forem separados, então, o quadro pode agravar.

E a felicidade, o que seria? Muitas pessoas acreditam – e a mídia reforça isso diariamente – que “vencer” na vida, ter uma carreira de sucesso e dinheiro é chegar ao pódio da felicidade. MAS NÃO É NÃO! Ser feliz é sentir-se bem consigo mesmo e com o que faz.

Por fim, a felicidade no casamento. O número de separações só cresce e a duração das relações é cada vez menor. Segundo Maria Jesús, “existe um erro muito comum em confundir a fase de atração inicial com o amor de verdade. Esse primeiro momento de fogo artificial só existe enquanto tudo é novo; depois, caduca. É então que se ouvem as lamentações das pessoas imaturas: ‘eu não sinto como no início’.“

E é possível mudar? Segunda ela, sim. Mas a pessoa deve estar muito motivada porque mudar um hábito custa muito. É necessário 30 dias de ação contínua para que a nova atitude se torne natural.

Dicas da autora para ser mais feliz:

Aproveitar os dias de sol

A luz provoca reações químicas no nosso organismo que faz com que a gente se sinta muito melhor. De fato, há muito menos crises depressivas no verão do que no inverno.

Dormir 8 horas por dia

Quando dormimos, reduzimos o nível de ansiedade. Se as horas de sono não são suficientes, já amanhecemos com o nível de ansiedade alterado.

Ouvidos surdos

Damos uma importância excessiva à percepção que o mundo tem da gente. Isso é uma fonte constante de angústia.

Trabalhar a expressividade

Deve-se dizer muitas vezes “eu te amo” para a pessoa mais importante da nossa vida. Sorrir – é a distância mais curta entre duas pessoas – e utilizar muito a imaginação.

Aprender a dizer NÃO

O não mais doloroso é aquele que não é dito. Muitas pessoas sofrem imensamente por não saber usá-lo.

Fonte: revista Telva

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