Um passeio pela GAP Brasil

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Na sexta-feira fui conhecer a GAP, no Shopping JK. Vizinha da Hering, a grife norte-americana traz suas peças básicas e nada mais. No seu segundo dia, loja com poucos clientes. Por que tão vazia se é uma marca que o brasileiro tanto consome quando viaja ao exterior?

A marca chegou sem novidades, limitando-se a oferecer ao consumidor brasileiro apenas o basicão. O feminino e o masculino adultos são insossos. Problema 1: a numeração. O P deles é enorme. A sessão PETITE, que tanto agrada as baixinhas, não chegou por aqui. Para uma mulher magrinha e pequena, o que vestir? Nada!

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Dá para recorrer ao infantil? Não. A numeração vai até o 12, eventualmente algumas peças 14 e nada do 16. Para quem tem filhos na pré-adolescência a marca não atende. A minha filha veste 14/16 e ficou a ver navios!

O infantil e o baby são mais interessantes, com algumas peças mais elaboradas e estampas bacanas. O algodão deles é realmente bom!

Outro problema: falta de treinamento aos funcionários. Eles não têm noção de numeração, que é totalmente diferente do Brasil. Querem que a gente chegue lá sabendo. Totalmente sem noção! É dever deles orientar e explicar que a medição da calça é feita pelo comprimento da perna e da largura da cintura. Inclusive, uma fita métrica é bem vinda. Quando solicitei uma calça jeans modelo flare, a moça não sabia.  Tentando disfarçar sua falta de conhecimento, disse que nos Estados Unidos o nome é outro, embora não “lembrasse”. Como assim?

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Honestamente, a sensação que tive foi de estar numa loja Hering, com um tecido de melhor qualidade, mas com aquela restrição de modelos e peças. Espero, inclusive, que a marca não caia na mesma cilada da Zara de terceirizar a produção e oferecer produtos de má qualidade com preço de importado. Sabemos que a (falta de) logística e os impostos no Brasil desmotivam qualquer empresário, mas para quem vem desbravar este país, tem que ter estratégias para contornar esses problemas.

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Agora, também tenho que dizer que o preço da GAP é bom. Com 50 reais dá para comprar uma camiseta manga curta marinheira infantil super fofa. No final da compra, uma garrafinha de água. 😉

Penso que o consumidor brasileiro esteja bem informado e consciente do seu peso no mercado. Não acredito que qualquer peça, só porque tem etiqueta estrangeira, vai seduzi-lo. O brasileiro hoje tem “bala na agulha” e quer ter acesso a coisas boas e diferentes. Acordem, estrangeiros!

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Imagens extraídas do site da GAP.COM

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