Arquivo da tag: depressão

Sofrimento x Felicidade

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Vocês conhecem o trabalho e livros da psicóloga espanhola Maria Jesús Álava Reyes? Autora de “A Inutilidade do Sofrimento” (Ed. Esfera dos Livros) e “Recuperar a Ilusão” (Ed. Esfera dos Livros), ela faz as pessoas compreenderem que existe um sofrimento real – um acontecimento doloroso, como uma perda – e o construído por um discurso de lamentações e insatisfações, oferecendo ferramentas para mudar os pensamentos e as atitudes negativos, revertendo-os em ações transformadoras e positivas. O objetivo é “sair de um sofrimento inútil e aprender a conduzir a própria vida”. Leia o resto deste post

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Livre-se das toxinas!

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Olá, meninas, tudo bem com vocês? Há dias não nos falamos! Tento entrar aqui para escrever e não deixar o blog tão defasado, mas as férias estão me consumindo. Leia o resto deste post

A Melancolia de Kirsten Dunst

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Acaba de chegar às telas do Brasil o filme Melancolia, do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Assistir filmes dele não é fácil, basta lembrar de “Dançando no Escuro”, “Dogville”, “Manderlay” e “O Anticristo”. Lars sempre extrai o subterrâneo humano, o que pode provocar, no mínimo, um desconforto.

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Por uma vida melhor

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Os dias vão passando, os meses, os anos… Quando paramos para ver, uma longa linha da vida foi vivida. Talvez você pare e se pergunte: eu vivi? Eu senti? Eu apreciei? Eu curti?
Você já parou para fazer uma retrospectiva da sua vida? Li recentemente uma entrevista com a atriz Adriana Esteves que, fazendo essa análise, contou da depressão que viveu: “às vezes, eu nem conseguia existir e me deitava no chão enquanto aquilo passava”. No caso dela, especificamente, ela recebeu duras críticas ao seu trabalho e, algum tempo depois, perdeu sua irmã.
São dores que todos nós estamos expostos. Além das relações difíceis no trabalho e no casamento, pode vir uma separação, ter que assumir a árdua tarefa de educar os filhos (quantas vezes nos vemos impotentes neste papel!) e enfrentar o envelhecer, a morte e a própria finitude.
Para suportar tanta pressão e responsabilidade, muitas vezes mergulhamos em obrigações e tarefas. Deixamos ser engolidas por compromissos reais e/ou imaginários porque, por razões que este texto não comporta, nós mesmas nos sabotamos. Permitimos que a maré nos leve, talvez porque exija muito esforço remar contra ela. “Deixe a vida me levar” é uma boa frase para uma música, um momento relax. Mas viver exige atitude, ação, decisão, compromisso e talvez o que mais nos assusta, assumir as conseqüências dos nossos atos. Ai, ai, ai. Dói crescer e, sem dúvida alguma, pode ser bem chato. Que ganhos eu terei em tomar as rédeas da minha própria vida se posso assumir o papel de vítima e culpar sempre os outros? Por que deixar a comodidade e a (pseudo) segurança por uma vida de surpresas e incertezas?

Para você ser uma pessoa inteira, íntegra, coesa. Ao se assumir, você terá que enfrentar seus medos e os monstrinhos que estão guardados no baú da sua vida. É uma viagem profunda, como Jó e Ulisses fizeram! É um enfrentamento! Dessa experiência e desse percurso sairá uma mulher que conseguirá montar seu próprio quebra-cabeça, capaz de se (re)construir com dignidade e coragem. Voltando para o depoimento da atriz, ela fez a mais dura viagem, dentro de si, para se refazer, para se reconstruir. E venceu!
As tristezas e os desafios estarão sempre presentes, mas cabe a você lutar. Mesmo com o corpo coberto de roupas e cheios de confortos culturais, nossa natureza é guerreira. Como dizia meu conterrâneo Gonçalves Dias:
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que aos fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar.”

Queria começar a semana com vocês fazendo uma pequena pausa, um momento de reflexão mesmo. Não sou psicóloga, mas foi, e está sendo, na terapia que encontrei o meu caminho e estou refazendo a minha história.
Com este texto, abro o item “Bem-estar”. Aqui você irá encontrar artigos sobre como tornar a sua vida e do próximo muito melhor. Virão dicas de atividades (físicas e mentais), alimentação e tratamentos. Caso tenha interesse em aprofundar o assunto, sugiro alguns livros que indiquei na matéria “Livros para vivermos melhor“, publicada na semana passada. Confira!
Bem, se alguém quiser compartilhar conosco sua experiência, temos todo esse espaço para lhe ouvir.
Um grande beijo,
Mara Maia